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Doações de empresas em campanhas políticas? Não mais!

Outras Notícias - 13/08/2018

Pela primeira vez os candidatos a presidente, governador, senador, deputados estaduais e federais não poderão contar com a doação de empresas para as campanhas eleitorais de 2018. Ao invés disso, terão que se contentar com a verba do Fundo Partidário, que é formado por recursos do Orçamento, multas, penalidade e doações; e com a doação de pessoas físicas, sendo no máximo 10% do rendimento bruto do ano anterior.                                           

Desde as eleições de 2016, as doações empresariais eleitoreiras estão proibidas, ficando a cargo dos políticos lutarem não só pelo voto do eleitor, mas também pela contribuição financeira das campanhas.

Antes, campanhas milionárias eram comuns, patrocinadas por empresas e candidatos de maior poder aquisitivo, desequilibrando a balança eleitoral. Após a Operação Lava Jato e a proliferação de acusações de operações milionárias de caixa 2 (dinheiro fora da contabilidade oficial) contra os mais diversos políticos e partidos, provavelmente a balança tende a se equilibrar mais.

Com todas estas mudanças no financiamento eleitoral, cada candidato deverá usar a criatividade, sem ultrapassar o limite de gastos estipulado pelo TSE, para que possam atingir o máximo de eleitores possível durante a campanha.

Trabalhar com materiais básicos, como santinhos e adesivos de carros será essencial para os candidatos. Mas principalmente, as campanhas serão baseadas no olho no olho, com propostas plausíveis, caminhadas e calos nos dedos, com a divulgação em redes sociais. 

 O texto de gastos de campanha para as eleições 2018 são: Presidente: R$ 70 milhões para o primeiro turno e R$ 35 milhões para o segundo turno; Governador-SP: R$ 21 milhões para o primeiro turno e R$ 10,5 milhões para o segundo turno; Senador: R$ 5,6 milhões; Deputado Federal: R$ 2,5 milhões; Deputado Estadual: R$ 1 milhão.

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