Notícias

Como a Economia Criativa pode fazer o Brasil voltar a crescer

Destaques PHS-SP - 17/07/2018

Muitas vezes imaginamos a criatividade como um dom exclusivo aos gênios, iluminados pela musa da inspiração. Como se o ato da criação fosse praticado por artistas solitários que não ligam para coisas materiais. Essa visão, porém, mostra-se cada vez mais ultrapassada. A chamada Economia Criativa cresce no mundo inteiro e no Brasil não é diferente.

A Economia Criativa pode ser definida como o conjunto de negócios baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade que gera valor econômico. Podemos colocar dentro dela atividades como arquitetura, design, publicidade, desenvolvimento de softwares, videogames, audiovisual ou qualquer tipo de atividade artística.

Imaginação vencendo a recessão

Enquanto a indústria tradicional sofre para superar a crise, as indústrias criativas vão muito bem, obrigado. Segundo estudo da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), no ano de 2015, as indústrias criativas geraram R$156,6 bilhões de riquezas para o país --  para se ter uma ideia, essa é a soma dos valores de mercado das empresas Facebook, Zara e L' Oréal.

Outro dado interessante é que, só em 2015, as indústrias criativas empregaram 851.200 profissionais, com um aumento de 0,1% na oferta de emprego entre 2013 e 2015. Pode parecer pouco mas, no mesmo período, quase 900.000 postos de trabalho foram encerrados no país, uma queda de 1,8% (Firjan).

Por um novo modelo de desenvolvimento

É fato que o Brasil precisa abrir os olhos para suas indústrias criativas. Para que isso aconteça, o PHS-SP defende o investimento na formação profissional das novas gerações e na criação de um ambiente de negócios que beneficie o empreendedor criativo.

“O jovem de hoje vive na realidade dos games, da internet, dos filmes e das séries, mas não encontra o apoio necessário para explorar seu potencial no mercado de trabalho”, afirma Laércio Benko, presidente do PHS-SP. É preciso rever um sistema educacional obsoleto e aumentar o leque de cursos oferecidos pelas FATECs e outras escolas técnicas.

Também é urgente combater a burocracia para abertura de empresas no país e estimular o surgimento de “startups” e centros de inovação. “Já passou da hora do Brasil entrar de vez na economia do século XXI”, reforça Benko.

Veja também:

Notícias em destaque relacionadas a este conteúdo: